CLICK HERE FOR BLOGGER TEMPLATES AND MYSPACE LAYOUTS »

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A passos lentos...

É inimaginável que em pleno século XXI, exista em nosso país dirigentes que ainda não pensam em futebol de maneira moderna, ou simplesmente, como uma ferramenta de negócio.
No fim de novembro o recém presidente eleito do Atlético MG simplesmente fechou o departamento de marketing do clube. A alegação foi que o clube deve muito (aproximadamente 4 meses de salário) e que ele mesmo irá atuar na decisão de patrocínios “grandes” , não precisando ter um setor para isso e outros assuntos referentes a imagem do Atlético.Trocando em miúdos , uma redução de gastos , que por enquanto só afetou o ex-existente departamento de marketing , porque agora ele realmente não existe mais. Um dirigente indo na contramão do que realmente poderia ser feito.
Se o clube passa por dificuldades, ao invés de exterminar o marketing, alavanque a imagem do clube perante seu torcedor. Mexer com o emocional do torcedor gera solidariedade e orgulho, um exemplo claro foi a queda do Corinthians para Série B. O torcedor foi convocado pelo presidente a ser um aliado do clube na luta para se reerguer.
É inevitável a comparação de uma atitude dessas, com os moldes utilizados pelo futebol europeu. O marketing no futebol europeu é o segundo setor que mais arrecada para os clubes, perdendo apenas para os direitos de transmissão. O laço afetivo gerado entre clube-torcedor se deve grande parte ao trabalho de marketing realizado pelos clubes.
Ao começar pelos estádios, onde nos dias dos jogos (o chamado Match Day) as pessoas transitam horaqs antes dos jogos, em busca de lazer (ex: teatro) e alimentação, tudo oferecido pelo clube, que acaba arrecadando ainda mais, além do já comprado ingresso (ou carnês), que se esgota antes mesmo da temporada começar.
Produtos licenciados, visitas monitoradas ao estádio, museu do clube, revistas mensais, enfim, provas não faltam para mostrar que um departamento de marketing, ainda que simples, é necessário.
Aos poucos os clubes brasileiros estão se adequando a nova realidade do futebol. Internacional,Grêmio,Atlético PR , Cruzeiro, São Paulo e Corinthians largam na frente , uns mais que outros , para essa nova realidade, a de utilizar a imagem do clube como ferramenta de arrecadação.
É notório que o marketing esportivo no Brasil engatinha, mas enquanto existirem dirigentes que ainda pensam pequeno, que não possuam visão de futuro que europeus já possuem a algum tempo , o marketing esportivo aqui no Brasil jamais vai largar a chupeta e começar a andar.

Nenhum comentário: